Páscoa de 2018 terá variedade maior para agradar todos os bolsos; veja lanç

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A Páscoa de 2018 virá com maior variedade de ovos para fisgar desde o consumidor disposto a gastar até aquele que só pretende comprar uma lembrancinha para não passar a data em branco.

Em feira promovida em São Paulo nesta terça-feira (23) para mostrar as novidades, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) novamente aposta na tradição do brasileiro de dar ovos de presente e se diz otimista neste ano com a retomada da economia.

Neste ano, o número de lançamentos está em torno de 130 – volume ligeiramente maior que os 120 do ano passado. Porém, bem menor que o de 2016, quando foram 147 lançamentos.

Salão da Páscoa apresenta tendências para 2018 (Foto: Marcelo Brandt/G1)Salão da Páscoa apresenta tendências para 2018 (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Salão da Páscoa apresenta tendências para 2018 (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Há maior diversificação de produtos, com as fabricantes misturando novos produtos com os tradicionais, e preocupação em oferecer opções que caibam no bolso de quem não tem dinheiro sobrando para comprar ovos caros. Os preços variam de R$ 1,20 a R$ 1.100,00.

De acordo com Ubiracy Fonseca, presidente da Abicab, o otimismo vem após desempenho ruim no ano passado, com queda muito grande na produção.

Em 2017, foram produzidas 9 mil toneladas de chocolate para a data, o equivalente a 36 milhões de ovos – foi o pior ano para o setor em três anos. Em 2016, foram 14,3 mil toneladas e 58 milhões de ovos. Em 2015, foram 19,7 mil toneladas e 80 milhões de ovos.

A entidade ainda não tem os números da produção para a Páscoa deste ano porque as empresas ainda estão fabricando os produtos, nem os de vendas do ano passado. De 2015 para 2016, a queda nas vendas foi de 27%.

Menos empregos

O número de empregos temporários gerados para a produção da Páscoa caiu em relação aos anos anteriores. As empresas abriram 23 mil vagas para a fabricação e vendas. Em 2017 e 2016 foram abertas 25 mil e 29 mil vagas, respectivamente. Esse profissionais vão trabalhar no período entre setembro e março.

Para a Abicab, apesar da diminuição no número de postos de trabalho, o recuo em relação ao ano passado foi menos significativo que a queda registrada em 2017 na comparação com 2016. “As empresas ainda se mostram prudentes nas contratações, mas confiantes nos sinais positivos da economia. Vale lembrar que o setor se recupera de anos ruins”, aponta Fonseca.

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