Audiência entre SIM e representantes do transporte coletivo de Porto Velho acaba sem acordo; greve continua

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Após cerca de duas horas de debates, terminou sem acordo a audiência de conciliação entre o Consórcio SIM e representantes do transporte coletivo de Porto Velho, que aconteceu na tarde desta quarta-feira (15) na capital.

Sem avanço nas negociações, o serviço continua parado. Este é o 5° dia seguido que o município fica sem ônibus.

A juíza de execução do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 14ª região, Soneane Raquel Dias, recebeu representantes da empresa responsável pelo serviço, da Prefeitura de Porto Velho e do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Urbano de Rondônia (Sitetuperon), que representa a categoria.

Durante a audiência, o SIM alegou que a receita da empresa teve queda considerável em dezembro e que por isso os motoristas e cobradores ainda não receberam os pagamentos.

A empresa informou que já tinha previsto a situação e que pediu aporte do município. Porém, a solicitação foi negada devido a pendências.

A Justiça chegou a determinar, por meio de decisão liminar, que até 90% dos ônibus voltassem às ruas de Porto Velho. Mas os trabalhadores continuaram de braços cruzados.

Para encerrar o movimento grevista, o Consórcio SIM apresentou propostas. Entre as principais estão:

  • O adiantamento de 40% dos salários de dezembro de 2019;
  • O pagamento de cestas básicas e vale alimentação;
  • O pagamento dividido em duas vezes da 2ª parcela do 13º salário (a primeira no dia seguinte do acordo aceito e a segunda dia 30 de janeiro);
  • O pagamento de 40% dos salários de fevereiro para 3 de março de 2020;
  • O pagamento de férias vencidas no dia 5 de fevereiro de 2020.

Como a maioria dos trabalhadores não participaram da audiência, o presidente do Sitetuperon, Francinei Oliveira, decidiu que levará as propostas para assembleia com os funcionários, que está prevista para ocorrer na manhã de quinta-feira. Enquanto não ocorre a reunião da categoria, a greve dos ônibus continua.

Qual o motivo da greve?

O movimento grevista, iniciado no sábado (11), acontece devido aos atrasos nos salários e benefícios dos trabalhadores, segundo o sindicato que representa a categoria.

O presidente do Sitetuperon, Francinei Oliveira, diz que os atrasos são recorrentes, mas a situação piorou porque os funcionários passaram Natal e Ano Novo sem salário e enfrentam problemas por atrasar pensão, aluguel e parcelas de veículos financiados, por exemplo.

Conforme o Consórcio SIM, ainda estão atrasados os pagamentos da 2ª parcela do 13º salário de 2019 e o salário de janeiro, que venceu no dia 6.

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) divulgou nota de repúdio sobre a greve total do transporte coletivo em Porto Velho. Para a CDL, o efeito da greve é catastrófico e afeta diretamente o comércio da capital. “Os funcionários não comparecem a seus postos de trabalho, gerando atendimento de baixa qualidade, queda nas vendas e comprometendo o planejamento financeiro das empresas”.

Fonte: G1.Globo

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