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Baixo índice de vacinação contra sarampo preocupa autoridades em Guajará-Mirim, RO

Apenas 707 pessoas receberam a dose da vacina tríplice viral no primeiro semestre de 2019 no município. Cerca de 80 pessoas foram imunizadas somente no mês passado.

A baixa procura pela vacina contra o sarampo preocupa autoridades de Guajará-Mirim (RO), cidade distante a pouco mais de 330 quilômetros de Porto Velho. Segundo o Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (Nuvepa), 707 pessoas já foram vacinadas com a tríplice viral no primeiro semestre de 2019.

“Hoje nós podemos acompanhar em todas as redes sociais que há um surto de sarampo em São Paulo. A vacina está disponível, mas as pessoas não estão vindo procurar a vacina tríplice viral”, explicou Zilda Magalhães, responsável pela Rede de Frio da Nuvepa.

A baixa procura pela vacina tem preocupado as autoridades de saúde, já que Guajará-Mirim recebe diariamente muitos turistas por conta da proximidade do município com a Bolívia.

Ao todo, apenas 707 pessoas foram vacinadas contra o sarampo, sendo 80 doses aplicadas somente no mês de junho. As doses da vacina tríplice viral, que combatem a caxumba, rubéola e sarampo, estão disponíveis nos quatro postos de saúde do município desde janeiro desse ano.

Segundo informações do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, a unidade de saúde em Guajará-Mirim que há o menor índice de vacinação é o Centro De Saúde Irmã Maria Agostinho, no bairro 10 de Abril.

O que é preciso para ser vacinado?

Pessoas de 1 a 49 anos devem receber a dose da vacina tríplice viral, principalmente moradores que fazem constantemente viagens a diversas localidades do Brasil ou exterior.

As doses estão disponíveis nas seguintes unidades de saúde:

  • Centro de Saúde Carlos Chagas – Bairro Tamandaré
  • Posto de Saúde Sandoval Meira – Bairro Serraria
  • Centro de Saúde Irmã Maria Agostinho – Bairro 10 de Abril
  • Posto de Saúde Delta Martins – Bairro Jardim das Esmeraldas

Vacina contra a gripe

Ainda de acordo com o Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, poucas crianças retornaram às unidades de saúde do município para receberem a segunda dose da vacina contra a gripe.

“A vacina para crianças foi disponibilizada em duas doses, portanto, a criança que tomou a primeira dose precisa voltar pra tomar a segunda dose, mas são poucos os pais que trazem os filhos para a segunda dose”, disse Zilda Magalhães, responsável pela Rede de Frio da Nuvepa.

No ano passado a meta de vacinação contra a gripe não foi atingida. No entanto, em 2019 cerca 105% de todos os públicos-alvo foram imunizados, com exceção das crianças, já que a vacina para o público infantil é disponibilizada em duas doses.

De acordo com informações da Nuvepa, 95% das crianças não retornaram às unidades de saúde para receberem a segunda dose. A primeira dose da vacina não deixa a criança imunizada contra a gripe.

Fonte: G1.Globo

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