Com quase 25 mil hectares, ilha já devastada é recuperada por policiais em Rondônia

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Para chegar na ilha recuperada pelo batalhão, é preciso fazer o percurso de voadeira ou outra embarcação fluvial. Primeiro se navega pelo rio Candeias. Depois, no rio Preto. Nelson Correa, sargento que estava na operação da desapropriação da fazenda, detalhou o passo a passo do trabalho.

“Cheguei a conhecer a ilha quando ainda era fazenda e pasto. Houve a desapropriação e, posteriormente, foi notificado ao responsável que retirasse o gado. Quando foi retirado o gado e após plantar algumas mudas das plantas, a própria mata praticamente se regenerou sozinha”, revelou.

Dispersão

Com as mudas cultivadas no BPAM, a própria natureza se encarregou de realizar o restante do trabalho no local.

“Os animais têm o costume de se alimentar em um local e migrar para outro. Eles nunca ficam no mesmo local por conta dos predadores. Nesse processo que ele sai de um lugar para o outro, leva as sementes, tanto no trato intestinal, e acabam soltando em outro lugares. Como também os pássaros que fazem esse transporte. Quando deixam essas sementes, acaba gerando um outra floresta onde não existe”, informou Lupércio Ricci.

Ainda de acordo com Lupércio, o rio Preto, que envolve a ilha, também faz sua parte de recuperação.

“O rio tem o papel fundamental, pois é ele que faz com que algumas sementes que flutuam venham parar na ilha. Os animais que se alimentam dessa semente dentro do rio também ao ingerir, e depois soltam na natureza”, complementou.

Desmatamento na Amazônia

A área desmatada na Amazônia foi de 9.762 km² entre agosto de 2018 e julho de 2019, de acordo com números oficiais do governo federal divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Trata-se de um aumento de 29,5% em relação ao período anterior (agosto de 2017 a julho de 2018), que registrou 7.536 km² de área desmatada.

Fonte: G1.Globo

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