Dennis DJ desacelera batida para lançar projeto com pisadinha e diz que ritmo tem DNA do funk

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Dennis DJ desacelerou. O artista responsável por remixar alguns dos “hinos” do funk 150 bpm (velocidade das batidas por minuto) optou por baixar o ritmo para investir em novo projeto: um álbum só de parcerias com artistas do sertanejo, forró e pisadinha. “Não quis fazer ele todo acelerado, porque eu já venho fazendo ele muito acelerado nos últimos tempos. E quando você acelera a música, você tira um pouco do fôlego do cara que vai cantar também, né?”, explicou o DJ ao G1. Entre as vozes escolhidas para o álbum estão Gusttavo Lima, Jorge (dupla de Mateus), Barões da Pisadinha, Bruno e Marrone, Matheus e Kauan, Raí Saia Rodada, Xand Avião, Israel e Rodolffo, Felipe Araújo, Naiara Azevedo, Luiza e Maurílio, Tierry, Japinha Conde, entre outros. Dennis DJ desacelerou. O artista responsável por remixar alguns dos “hinos” do funk 150 bpm (velocidade das batidas por minuto) optou por baixar o ritmo para investir em novo projeto: um álbum só de parcerias com artistas do sertanejo, forró e pisadinha. “Não quis fazer ele todo acelerado, porque eu já venho fazendo ele muito acelerado nos últimos tempos. E quando você acelera a música, você tira um pouco do fôlego do cara que vai cantar também, né?”, explicou o DJ ao G1. Entre as vozes escolhidas para o álbum estão Gusttavo Lima, Jorge (dupla de Mateus), Barões da Pisadinha, Bruno e Marrone, Matheus e Kauan, Raí Saia Rodada, Xand Avião, Israel e Rodolffo, Felipe Araújo, Naiara Azevedo, Luiza e Maurílio, Tierry, Japinha Conde, entre outros. Dennis conta que, diferente de outras parcerias que já fez com artistas dos gêneros musicais, o novo projeto traz faixas mais puxadas para seu lado. “Se você reparar, tem menos instrumentos, mais beat, mais funk.” Gravado em Goiânia no início de julho, o projeto levou apenas dois meses para ser criado e sair do papel.
“Nenhuma dessas músicas existia. Juntei com cinco, seis compositores de toda a região do Brasil, fiz um camp com essa galera aqui no Rio e a gente ficou dias escrevendo três músicas por dia.” Para dar a largada no álbum, Dennis escolheu “Lágrima por Lágrima”, parceria com Gusttavo Lima. A escolha foi para aproveitar uma brecha na agenda do artista sertanejo, que está em turnê nos Estados Unidos e gravando um novo disco. Ao G1, além de falar do disco, o DJ ainda revelou o sonho de gravar com Maluma e Justin Bieber e também se defendeu das acusações de Rennan da Penha de não dar crédito ao trabalho dele durante participação no Domingão do Faustão em 2019. Na ocasião, Dennis apresentou o “Medley da Gaiola”, que conta com quatro canções de MC Kevin o Chris, que agitavam as festas do Rio antes mesmo do remix. Rennan é o criador do Baile da Gaiola, famosa festa na Zona Norte do Rio que virou símbolo da batida do funk 150. ‘”Fico me perguntando: onde eu errei?’. Se eu pedi ao autor da música autorização, se eu pedi ao produtor da música autorização, se eu pedi ao empresário do autor, compositor e cantor da música autorização?”. Leia abaixo entrevista completa com Dennis DJ e assista alguns trecho no vídeo acima. G1 – Não é de hoje que você flerta com o sertanejo, forró e outros ritmos nacionais. Mas como nasceu essa ideia de fazer um projeto todo focado nesses ritmos? Dennis – Então, eu sempre tive isso guardado comigo. Desde que comecei a fazer os remix de sertanejo lá em 2011 com “E quero Tchu, eu quero Tcha”, quando escrevi a “Louca, Louquinha” e botei Joao Lucas e Marcelo pra cantar, produzindo ali os beats de funk com o sertanejo, com os instrumentos. Não é uma novidade no meu trabalho o que estou fazendo agora, pôr a sanfona, violão, sax, isso tudo no meu beat. A novidade é que eu puxei mais pro meu lado dessa vez. Se você reparar, tem menos instrumentos, mais beat, mais funk. Essa música com o Gusttavo Lima (“Lágrima por lágrima”) está mais para meu lado do que para o lado dele. A letra está mais pro Gusttavo, mas a base está totalmente pro meu lado, porque é pensando nos meus shows, pensando nos efeitos, pensando naquela coisa mais do funk eletrônico, que eu também já venho fazendo há muito tempo. G1 – E entre tantos nomes da música nacional nesse trabalho, por que a escolha de Gusttavo para dar a largada no projeto? Dennis – Questão de agenda mesmo. A gente está num momento que está vendo aquela luzinha lá no fim do túnel, que talvez as coisas possam voltar ao normal no final do ano, no início do próximo ano. Então, os artistas estão todos se movimentando, fazendo álbuns e DVDs. Agora é o buraco que tem na agenda do Gusttavo pra que eu pudesse lançar algo com ele. Porque ele está nos Estados Unidos gravando um DVD. Imagina quando ele voltar de lá com esse DVD como é que vai ficar a agenda dele pra lançar alguma coisa.
G1 – Além dos muitos sertanejos, o álbum também tem participação dos Barões da Pisadinha, um dos ícones do piseiro, que dominou os rankings musicais nesse período da pandemia. Como foi a experiencia de gravar com a pisadinha que não é um ritmo tão novo assim, mas nacionalmente está ganhando cada vez mais espaço? Dennis – Foi muito divertido porque o bpm da pisadinha é bem acelerado. Só que eu também quis fazer esse projeto num bpm todo mais baixo, mais pro lado do 130, 135, 140 bpms no máximo, não quis fazer ele todo acelerado, porque eu já venho fazendo ele muito acelerado nos últimos tempos. E eu gosto de ficar mudando sempre. Eu compus as músicas já naquele bpm, naquela velocidade. Quando você acelera, você tira um pouco do fôlego do cara que vai cantar também, né? Então baixei um pouco BPM da pisadinha, ficou uma experiência muito bacana, ficou gostosa a música de ouvir. A pisadinha, por mais que seja sofrência, é uma sofrencia animada, eles já estão superados, meio pra cima, é uma sofrência dançante. Achei um barato o Barões toparem fazer parte desse projeto e eles curtiram bastante também o som. G1 – Aproveitando que você falou essa questão de bpm, tem algum ritmo que não caberia, que não se encaixaria de jeito nenhum com seu trabalho, seu beat?
“Graças a Deus, o funk tem muitas vertentes. A própria pisadinha, tem o DNA do funk ali também. Se você ouvir aqueles steel drums do Barões, isso a gente já usa no funk há séculos.”
Se você pegar a gravação do “Uh, papai chegou”, é esse steel drum, é o mesmo, igualzinho. Porque na verdade a gente sampleou da música do 50 Cent, né. E aí a gente também sampleou, a gente chama de box, que é um sample que a gente pegou daquela música tema do Rocky Balboa. Isso tudo é do funk, que a galera de produtores começou a inserir na pisadinha. Então assim, o funk está em todo lugar, cabe qualquer coisa. A gente tem tanta variação de bpms. Dá pra fazer reggaeton, dá pra fazer pisadinha, forró, sertanejo, o funk sempre foi aberto, isso que é bom. G1 – E como foi o processo de gravação de álbum em plena pandemia? Foi muito diferente de seus projetos seus anteriores? Dennis – Sabe, agora não. Talvez se eu tivesse feito antes, teria sido. Na verdade eu não produzi muito na pandemia. Fiquei mais focado nas minhas redes sociais, fiquei produzindo mais conteúdo, digamos assim. Lancei uma música ou outra, músicas essas que eu já tinha antes da pandemia e que estava planejado pra soltar. Comecei a fazer esse projeto tem dois meses. Há dois meses, nenhuma dessas músicas existia. Juntei com cinco, seis compositores de toda a região do Brasil que estão acostumados a escrever pra Barões da Pisadinha, pra Gusttavo Lima, Jorge e Mateus, fiz um camp com essa galera aqui no Rio e a gente ficou dias escrevendo três músicas por dia. Por mais que não tenha sido um show com público. Mas essa questão de montar um palco, a luz, essa adrenalina, essa coisa toda, eu sentia falta. G1 – Fugindo um pouquinho do álbum, recentemente o DJ Rennan da Penha comentou que ficou chateado com você dizendo que você tocou no Faustão em 2019 e não deu credito a ele ao apresentar as músicas do Baile da Gaiola. Queria que você desse sua versão, seu depoimento sobre as declarações dele. Dennis – Então, o que acontece. Não quero arrumar nenhum tipo de confusão, sabe. Sou um cara, se você pegar minha história, não tem polêmica, sou um cara muito tranquilo. Não tenho inimigos. Pelo menos não considero ninguém meu inimigo, não tenho essa coisa. Vi que o Kevin estava com música estourada aqui no Rio, e eu perguntei: ‘Kevin, quem produziu essas músicas?’. Ele disse: ‘Eu’. ‘Quem escreveu essas músicas?’. ‘Eu’. Tá. ‘Você me autoriza eu fazer uma gravação pra eu tocar num show que vou fazer com o Safadão?’. Gosto de sempre levar uma novidade pro público. E aí fiz o “Medley da gaiola”, que é juntando os 4 maiores hits do Kevin o Chris na época, ainda desconhecido, ele não tinha nem perfil no Spotify. Sou um cara muito antenado, moro aqui no Rio, sei as coisas que estão acontecendo, quem está estourado, quem que toca, meus amigos moram aqui, sou daqui, tenho contato com minha galera. O Kevin foi no meu estúdio e colocou a voz. Colocar voz é gravar a voz. Gravei a voz, reproduzi, fiz o meu remix, e fiz questão de estar lá: MC Kevin o Chris – “Medley da gaiola” – remix Dennis DJ. Porque eu só fiz o remix. E eu falei direto com o produtor da música, que é o Kevin o Chris. Não sei se você sabe, mas o Kevin o Chris é compositor, produtor e ainda canta. Então pedi autorização diretamente pro produtor e para o autor da música. Ele me autorizou fazer, toquei [no show do Safadão], foi um sucesso no evento, 80 mil pessoas cantando a música dele. E o pessoal da minha gravadora, da Som Livre estava no evento, e falou: ‘que música é essa que você tocou? Todo mundo canta, onde está isso que não achei no Spotify? Vamos lançar isso, fala com Kevin’. Falei com o Kevin, com o empresário dele, e ele: ‘cara, pra gente vai ser bom, é o Dennis DJ divulgando nosso trabalho’. E aí nasceu Kevin o Chris. Aí fico me perguntando: onde eu errei? Se eu pedi ao autor da música autorização, se eu pedi ao produtor da música autorização, se eu pedi ao empresário do autor, compositor e cantor da música autorização? Então eu fico assim, perdido. O que eu fiz de errado? Porque eu fui na pessoa certa, a pessoa que cantou, que produziu e que escreveu. Então não sei te responder. Aí não é comigo, porque eu trabalho certo, fiz tudo certo.
Dennis DJ fez uma live no Cristo Redentor durante a pandemia: 'Ideia estava no papel há cerca de três meses' — Foto: Reprodução/Instagram
G1 – Com a reabertura de algumas casas noturnas na Europa e Estados Unidos, alguns DJs falaram sobre a dificuldade sobre reaprender a tocar o que as pessoas estão gostando para agitar a pista, por conta do período longe por causa da pandemia. Você acha que passará por isso também? Dennis – E tenho uma coisa comigo que eu não me prendo a modinha, eu tenho meu repertório original, toco músicas de 30 anos atras, 20 anos atrás, de 10 anos atrás, de uma semana atrás. Tenho um repertório muito original, quem já foi no meu show sabe do que estou falando. Não fico preocupado com isso não, porque é além do meu repertório também que funciona, pelo menos funcionava, até a pandemia chegar. Mas não é possível que parou de funcionar. Eu estava comentando que fui no show do Justin Bieber uns 4 anos atrás e eu lembro do show todo e ainda gosto de todas as músicas. Se ele chegar aqui agora e fizer um show pra mim e cantar aquele repertório todo, vou ficar amarradão. Eu me ponho como público também. Então se eu chegar e tocar lá, vai funcionar. G1 – Aproveitando que você falou do Justin Bieber, você, que já fez inúmeras parcerias com artistas nacionais, quem são seus sonhos de parceria internacional? Dennis – Justin (risos). Maluma. Maluma é um cara que admiro muito. Acho que ele é mais próximo, por a gente ter a mesma gravadora, acho que é mais próximo de de repente rolar alguma coisa. Tenho uma vontade de gravar com Maluma. Seria bem legal.
Palco da gravação do novo álbum de Dennis DJ — Foto:  Eduardo Carvalho / @eimagec
Fonte: G1.Globo

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