Emicida ganha mais espaço como afetuoso pensador do Brasil

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♪ RETROSPECTIVA 2020 – Emicida viveu mais um ano de triunfo, coroado em dezembro pela estreia do documentário AmarElo – É tudo pra ontem. Ao longo de 2020, o artista paulistano ganhou (mais) espaço como afetuoso pensador da sociedade brasileira.

Essa ascendência é fruto do álbum AmarElo. Neste disco, lançado em 31 de outubro de 2019, o rapper pacificou o discurso, depurou o canto e caiu no samba sem diluir a potência da mensagem do hip hop.

Em 2020, ano pautado pelas transformações mundiais geradas pela pandemia, Emicida manteve hasteada a bandeira do afeto e fortaleceu ideologia que contraria a expectativa social. Onde queres marra (também legítima) na voz de um rapper, amor e união.

Foi nessa opção pelo afeto solidário que Emicida se tornou uma voz da razão em 2020. No filme, o artista parte de registro de emblemático show apresentado no Theatro Municipal de São Paulo (SP), em novembro de 2019, para traçar painel cultural e social do Brasil ao longo dos tempos, com ênfase na contribuição negra para a criação da nação.

Nesse painel histórico, Emicida sobressai por prestar justa reverência aos antecessores – sobretudo sambistas negros que abriram espaços e brechas para se fazerem ouvir – sem demonstrar inferioridade. Ao contrário. Emicida prega a irmandade no discurso por vezes até (necessariamente) didático.

Com visão aguçada da linha evolutiva dos sons do Brasil, o rapper entende que é descendente da linhagem aberta na música brasileira nos anos 1910 por desbravadores como Pixinguinha (1897 – 1973) e reforça o valor do espírito coletivo. “Tudo que noiz tem é noiz” parece ser o lema de Emicida em discurso ampliado pela defesa da diversidade.

Enfim, Emicida já é percebido como um grande pensador do Brasil em trajetória triunfante que se manteve ascendente ao longo de 2020.

Fonte: G1.Globo

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