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Especialistas listam evidências irrefutáveis de que o homem pisou na Lua

Fotos impossíveis de forjar, espelho no solo lunar que reflete luz até hoje e confirmação até por parte dos adversários soviéticos são algumas das provas de que os humanos estiveram no satélite natural da Terra.

Em julho de 1969, três astronautas norte-americanos embarcaram em uma jornada que transformou a história da humanidade: “Um pequeno passo para o homem”, que há 50 anos desembarcava, pela primeira vez, na Lua.

Há registros cinematográficos desde a decolagem até o retorno da missão Apollo 11, mas até hoje teóricos da conspiração tentam refutar a conquista do satélite natural.

“Há uma quantidade relevante de evidências que comprovam o pouso de 12 astronautas da Nasa na Lua entre o período de 1969 e 1972”, confirmou a Nasa, em nota, ao G1. “Estamos trabalhando para voltar os lançamentos nos próximos cinco anos – e agora para ficar.”

João Steiner, professor de astronomia da Universidade de São Paulo (USP), considera que a falta de uma alfabetização científica de qualidade é a responsável principal pelas especulações. Para ele, as pessoas que não acreditam que o homem foi à Lua são pessoas que não acreditam em evidências.

As provas de que o homem foi à Lua

As evidências mais importantes da chegada do homem à Lua foram listadas pela própria agência espacial norte-americana:

  • São 382 quilos de rochas trazidas pelos pioneiros que são estudadas por cientistas há décadas;
  • É possível refletir raios laser lançados da Terra nos espelhos retro-refletores colocados na superfície lunar pelos astronautas da Apollo;
  • Há imagens do Orbitador de Reconhecimento Lunar da Nasa que registram os locais de pouso desde 2011.

Imagens mentem?

Um dos argumentos mais utilizados por quem questiona a chegada do homem à Lua são que as imagens feitas pela tripulação a bordo da Apollo tenham sido forjadas ou adulteradas. Siegel comenta que a qualidade das imagens naquele tempo era “obviamente menor que as que temos hoje”, e descarta a possibilidade de comparação com tecnologias atuais.

“As câmeras Hasselblad usadas eram de longo formato e tinham a resolução quatro vezes maior que a padrão 35mm. Apesar de terem sido digitalizadas, não é justo comparar com pixels ou megapixels”, destaca o teórico.

O astrofísico rebate as especulações e diz que a ignorância sobre as formas de captação de imagens não é justificativa para desacreditar eventos bem documentados e amplamente confirmados, e diz que não é possível argumentar com pessoas que escolheram ignorar a lógica.

Os porquês da Apollo 11

Steiner, o astrônomo e pesquisador brasileiro, relembra que a missão Apollo ocorreu dentro do contexto da Guerra Fria. Os soviéticos lançaram o Sputnik e pouco tempo depois mandaram Yuri Gagarin, o primeiro cosmonauta, para o espaço.

“Para os americanos isso foi um choque; a resposta foi dada pelo então presidente John Kennedy: colocar um americano na Lua antes do final da década de 1960” – João Steiner, professor da USP

O professor destaca que a Nasa, naquele período, contou com um orçamento ilimitado. E foi a partir de pesquisas da época que os Estados Unidos puderam se desenvolver cientificamente, com destaque para os avanços em microeletrônica – a miniaturização dos equipamentos eletrônicos necessários para a missão Apollo.

“Desde então os americanos mantêm a liderança na microeletrônica e em toda a TI que dela decorreu. Hoje as cinco maiores empresas do mundo em valor de mercado são todas de TI: Apple, Amazon, Google, Facebook e Microsoft. Por acaso, são todas americanas; ou não seria por acaso?”, diz.

Missão política

A missão Apollo foi basicamente uma iniciativa política, ressalta o professor. Com o final da Guerra Fria, os orçamentos dos programas espaciais diminuíram e as viagens no espaço ficaram insustentáveis.

Steiner defende que para a ciência, no entanto, missões muito importantes continuam a ser lançadas, como as várias viagens a Marte e aos planetas externos, além dos planetas anões, cometas e asteroides.

“Talvez a próxima grande aventura humana no espaço seja a viagem a Marte. Isso, no entanto, é tão caro que ela talvez só se materialize pela cooperação internacional e não pela rivalidade entre as nações”, explica Steiner.

Fonte: G1.Globo

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