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No 1º mês de ação contra incêndios, multas em RO, AC e AM chegam a R$ 18 milhões, diz Exército

O Exército Brasileiro (EB) divulgou, nesta quarta-feira (25), que foram aplicados pouco mais de R$ 18 milhões em multas em Rondônia, Acre e Sul do Amazônas durante o primeiro mês de atuação das Forças Armadas na Operação Verde Brasil 17, que objetiva frear as queimadas na região. No total, 53 pessoas foram presas por crimes ambientais. O balanço geral da operação foi divulgado na última segunda-feira (23). Na ocasião, o Ministério da Defesa disse que aplicou R$ 36,3 milhões em multas por irregularidades cometidas na Amazônia. O uso das Forças Armadas na região da Floresta Amazônica foi autorizado pelo presidente Jair Bolsonaro por meio do decreto da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) publicado em 24 de agosto, no auge da crise com as queimadas na Amazônia. No dia 20 de setembro, o governo decidiu prorrogar até o dia 24 de outubro a atuação das Forças Armadas na região. Nos primeiros 30 dias da ação:
  • 548. 438 metros cúbicos de madeira foram apreendidos;
  • 325 hectares de mata foram protegidos;
  • 719 focos de incêndio foram combatidos;
  • 17 acampamentos foram achados em área não autorizada;
  • 68 munições foram apreendidas;
  • Outros 6 caminhões, 4 tratores, 2 barcos, 4 veículos leves, 17 motocicletas, 6 motosserras, 2 máquinas de mineração, 4 bombas elétricas, 22 armas branca e 2 geradores foram apreendidos.
O Exército apontou, também, que houve “diminuição dos focos de calor em cerca de 40% no Estado de Rondônia e de 32% no Acre, se compararmos com o ano passado, de acordo com os dados disponíveis no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)”.

Operação do governo de RO

No dia 23 de agosto, o governo de Rondônia iniciou uma operação conjunta para prevenir e combater os incêndios florestais nos 52 municípios do estado. Até aeronaves foram autorizadas para controlar as queimadas. De acordo com dados do Corpo de Bombeiros, Rondônia teve um aumento de 370% de focos de calor neste mês de agosto, se comparado ao mesmo mês em 2018.
Queimada de aproximadamente 65 km em Porto Velho — Foto: Carl de Souza/AFP
A corporação aponta ainda que 75% dos incêndios acontecem em seis municípios ao norte do estado, como Porto Velho, Cujubim, Candeias do Jamari, Nova Mamoré, Machadinho do Oeste e Buritis. Segundo o poder executivo, para combater as queimadas foi deflagrada a Operação Jequitibá, realizada através de uma parceria entre Corpo de Bombeiros, Instituto Chico Mendes (ICMBio), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e Prev Fogo/Ibama.

Concentração de fumaça

Por causa do aumento do número de queimadas, Porto Velho é um dos municípios que foi mais atingidos pela fumaça. A capital passou a ficar encoberta pela fumaça no começo de agosto. Segundo as autoridades, a poluição no ar comprometeu a saúde da população, devido ao monóxido de carbono (CO) concentrado na fumaça. O Hospital Infantil Cosme e Damião, que atende a todo o estado, informou que foram realizados 120 atendimentos de crianças com problemas respiratórios de 1 a 10 de agosto. Já até o dia 20, na última terça-feira, eram 380 atendimentos.

Fogo visto do espaço

A Nasa, agência espacial americana, divulgou imagens que mostram pontos de queimadas e a concentração de fumaça em Rondônia.
Fumaça de queimadas sobre a Amazônia — Foto: Aqua/Nasa/Reprodução
Em entrevista à TV Globo, o chefe do Laboratório de Ciências Biosféricas da Nasa, Douglas Morton, explicou que as queimadas ocorrem principalmente em decorrência do desmatamento da floresta. Morton – que estuda a Amazônia há quase 20 anos – afirma que o desmatamento voltou a patamares do início da década de 2000. Segundo o representante da Nasa, as imagens de satélite mostraram padrões muito semelhantes aos registrados entre 2001 e 2003. Fonte: G1.Globo

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