Trabalhadores do transporte coletivo pedem demissão em massa em Porto Velho

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Durante a reunião da tarde desta quinta, o SIM disse que tem R$ 150 mil em caixa, mas que não consegue fazer o pagamento de todos os funcionários, além do 13º salário, vale alimentação e cesta básica, que seguem em débito. Também expôs outras propostas, como o pagamento de 50% de tudo que entrasse na empresa.

O pedido de rescisão indireta é um direito previsto na legislação, que é quando o trabalhador se sente lesado pela empresa em que presta serviço.

Na terça-feira (14), o desembargador do TRT-14 Osmar João Barneze determinou o retorno de até 90% dos ônibus para as ruas nos horários de pico e fixou multa de R$ 100 mil por dia e R$ 10 mil por ônibus em caso de descumprimento. Na contramão da liminar, a categoria decidiu não voltar aos postos de trabalho.

Qual o motivo da greve?

Iniciada no sábado (11), a paralisação acontece devido aos atrasos nos salários e benefícios dos trabalhadores, segundo o sindicato que representa a categoria.

O presidente do Sitetuperon, Francinei Oliveira, diz que os atrasos são recorrentes, mas a situação piorou porque os funcionários passaram Natal e Ano Novo sem salário e enfrentam problemas por atrasar pensão, aluguel e parcelas de veículos financiados, por exemplo.

Conforme o Consórcio SIM, ainda estão atrasados os pagamentos da 2ª parcela do 13º salário de 2019 e o salário de janeiro, que venceu no dia 6.

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) divulgou nota de repúdio sobre a greve total do transporte coletivo em Porto Velho. Para a CDL, o efeito da greve é catastrófico e afeta diretamente o comércio da capital. “Os funcionários não comparecem a seus postos de trabalho, gerando atendimento de baixa qualidade, queda nas vendas e comprometendo o planejamento financeiro das empresas”.

Fonte: G1.Globo

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