U2, Motörhead e mais ganham reedições luxuosas e lançamentos de arquivo. Ouça!

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O mercado de reedições de luxo e caixas com músicas e gravações inéditas de grandes nomes da história do rock segue a toda. Os álbuns chegam aos serviços de streaming e também em invejáveis pacotes com CDs e vinis para todos os tipos de bolso – há desde edições mais simples até caixas com vários discos e muito cuidado em todo o projeto gráfico. Ouça alguns que estão chegando hoje (30) agora ao mercado:

“All That You Can Leave Behind” – U2 (2000)

Há exatos 20 anos, o U2 entrava no novo século com um disco forte e que trazia os irlandeses se reconectando com suas origens pós-punk do início dos anos 80, criando um de seus discos mais bem sucedidos artística e comercialmente. Essa edição celebratória vai fazer a alegria dos fãs com muitos extras: além do álbum original, há um CD (ou vinil) com faixas extras de singles e de músicas que não foram lançadas oficialmente, outro com remixes (incluindo alguns inéditos) e o áudio do DVD lançado na época, gravado durante as três noites em que a turnê de divulgação do disco passou por Boston.

“Ace Of Spades” – Motörhead (1980)

Mudando radicalmente de estilo, esse aqui é para quem curte rock (muito) pesado. Grande clássico do metal o quarto álbum do Motörhead (quinto se contarmos o disco “On Parole”) segue impressionando, mais ainda nesta edição de 40 anos com nada menos que 73 faixas. Entre os extras há um show na íntegra de 1981, faixas que só estavam disponíveis em compactos, versões alternativas e as demos instrumentais gravadas durante a pré-produção, estas a grande surpresa do caixote.

“American Beauty” – Grateful Dead (1970)

Mais uma mudança sonora, agora vamos para o ano de 1970, quando os hippies psicodélicos do Grateful Dead lançavam seu segundo disco naquele ano. Assim como “Workingman’s Dead” (também relançado recentemente) neste álbum eles deixaram um pouco de lado os experimentalismos e as longas viagens instrumentais, para focarem em canções mais curtas, estruturadas e de grande beleza, com influências da música de raiz dos EUA. Criando um verdadeiro clássico e um dos primeiros exercícios no gênero que viria a se chamar Americana.

Como extra há a íntegra de um dos longos shows que a banda costumava fazer. Nesta noite em particular – 18 de fevereiro de 1971 em Port Chester – eles tocaram 23 músicas em quase duas horas e meia.

“Archives – Vol. 1: The Early Years (1963-1967)” – Joni Mitchell

Em um ano repleto de surpresas, incluindo muitas nada agradáveis, essa aqui se mostrou das melhores. Mitchell, uma das mais importantes cantoras e compositoras da segunda metade do século 20, nunca se preocupou muito com o seu material de arquivo – ela jamais relançou seus discos com faixas bônus e textos informativos, por exemplo. Logo, o aparecimento desse generoso box com 119 músicas e quase seis horas, está sendo tratado com todo o respeito por fãs e jornalistas, até por mostrarem uma faceta desconhecida da artista: os seus anos de formação (ela lançaria seu trabalho de estreia em 1968).

Só não esperem ouvir um monte de rascunhos e canções inacabadas. Mesmo muito jovem, os primeiros registros aqui foram feitos quando ela tinha 19 anos, Mitchell já demonstrava ser uma artista séria e preocupada com seu ofício. Óbvio que nos anos seguintes, ela iria expandir, e muito, o seu talento, mas, como disse o crítico da revista inglesa britânica Uncut, para muitos artistas esse material seria tratado como o auge de suas carreiras, enquanto Mitchell estava apenas começando. Desnecessário dizer que a expectativa pelos próximos volumes da série já estão na alturas.

Fonte: Vagalume

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