Voluntários se unem para salvar tartarugas da cheia do rio Guaporé em Rondônia

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Devido ao aumento do nível do rio, moradores se mobilizaram para retirar quelônios dos ninhos que iriam alagar, em São Francisco do Guaporé.

Com o nível do rio Guaporé subindo rapidamente neste mês de dezembro, dezenas de moradores de São Francisco do Guaporé (RO) se uniram em uma corrente solidária para salvar os filhotes de tartarugas que nasceram nas praias formadas ao longo do rio, na divisa de Rondônia com a Bolívia.

Segundo a Ecovale, entidade que acompanha o nascimento dos quelônios no Guaporé, a ação voluntária foi necessária porque a água começou encobrir a areia, alagando as praias da região.

Com a areia pesada, os filhotes de tartarugas não conseguem deixar os ninhos. Para evitar a mortandade das tartarugas, os voluntários se deslocam até os bancos de areia para resgatar os quelônios.

Em um resgate acompanhado pela Rede Amazônica, a reportagem registrou os voluntários salvando um ninho com mais de 200 filhotes de tartarugas. Mesmo assim alguns quelônios não resistiram à cheia do rio. “A água vem por baixo da areia e acaba matando alguns filhotes”, diz Zeca Lula, presidente da Ecovale.

Depois de serem resgatadas dos ninhos, as tartarugas são levadas a um cativeiro montado na margem do rio, onde ficam por 20 dias.

Segundo o presidente da Ecovale, os quelônios precisam ficar no cativeiro para perder um cheiro característico, atrativo de predadores naturais, como piranhas e jacarés.

“É interessante poder contribuir de alguma maneira com essa ação, pois a gente sabe que o projeto de cuidado com as tartarugas é demorado. Exige muito trabalho, então a emoção é grande em contribuir com a sustentabilidade do planeta”, ressalta a professora Mara Célia, que ajudou no resgate das tartarugas.

Projeto Ecovale

O projeto de preservação das tartarugas funciona há mais de 20 anos na região de São Francisco do Guaporé. Em 2019, segundo a Ecovale, mais de 2 milhões de tartarugas puderam ser salvas no rio Guaporé.

Um levantamento da Ecovale revela que de cada 1 mil tartarugas soltas na natureza, apenas uma consegue sobreviver.

Fonte: G1.Globo

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