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Youtuber autista se emociona ao descobrir que ganhou dezenas de seguidores, em RO

“Aqui quem fala com vocês sou eu, o Gui, o autista da ciência”. É com esse cumprimento que Guilhermo Henrique, um adolescente de 14 anos, morador de Porto Velho, sempre começa seus vídeos no Youtube. O menino autista, apaixonado por ciência, emocionou internautas quando a mãe dele postou um vídeo mostrando a reação do garoto ao descobrir que tinha ganhado as primeiras 20 inscrições do canal.

Depois do vídeo feito pela mãe repercutir nas redes sociais, o número de inscritos no canal de Gui cresceu gradativamente e agora já são quase 50 mil.

“Aqui quem fala com vocês sou eu, o Gui, o autista da ciência”. É com esse cumprimento que Guilhermo Henrique, um adolescente de 14 anos, morador de Porto Velho, sempre começa seus vídeos no Youtube. O menino autista, apaixonado por ciência, emocionou internautas quando a mãe dele postou um vídeo mostrando a reação do garoto ao descobrir que tinha ganhado as primeiras 20 inscrições do canal.

Depois do vídeo feito pela mãe repercutir nas redes sociais, o número de inscritos no canal de Gui cresceu gradativamente e agora já são quase 50 mil.

Gui foi diagnosticado com autismo ainda com um ano de idade. Desde então, apesar das dificuldades que a condição traz, incluindo o preconceito, ele dá orgulho à mãe, a psicoterapeuta Duda de Castro. Hoje divorciada e com três filhos, Duda enfrenta um novo desafio.

No início de novembro ela descobriu que o filho tem uma doença degenerativa rara e corre contra o tempo para conseguir o tratamento que diminua os sintomas na vida do adolescente.

Guilhermo nasceu prematuro e logo na maternidade já foi detectado que ele tinha perda auditiva.

Durante o acompanhamento com a fonoaudióloga, antes de completar dois anos, surgiu a desconfiança de que ele tinha Transtorno do Espectro Autista, o que logo foi confirmado.

“Quando as pessoas percebiam que meu filho estava tendo crises [decorrentes do autismo], elas achavam que ele era pirracento e isso me causava muita dor em ver o olhar que as pessoas tinham com meu filho”, diz.

Descoberta da doença

Como muitas crianças autistas, Guilhermo sempre levou uma vida comum com brincadeiras e estudo. Contudo, nos últimos três anos, a mãe dele percebeu que algo diferente estava acontecendo.

“Antes o Guilhermo me ajudava, andava de bicicleta, jogava bola e sonhava em ser jogador de futebol antes de ser youtuber. Achava que o Guilhermo poderia ter leucemia porque ele perdeu muito peso, parou de crescer, teve queda de cabelo e começou a se sentir fraco”, lembra.

Duda conta que buscou fazer os exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas ao ver o quadro de Gui piorando e, com medo da demora, acabou pagando.

“Eu fiquei desde o começo do ano esperando os exame do SUS e não aconteceu. Aí eu vi o quadro do Guilhermo se agravando. Quando eu fui no laboratório pegar o resultado a moça falou pra repetir o exame eu já sabia. Meu coração apertou e eu fiquei desesperada”.

Ela recebeu encaminhamento para hematologista, mas descobriu que não havia previsão de vaga. Sem condições de pagar a consulta, ela começou pedindo ajuda de amigos mais próximos.

Vida de ‘youtuber’

Duda conta que para proporcionar uma distração melhorar a autoestima do filho, apoiou que ele criasse um canal de vídeos na internet. O tema do perfil é uma das paixões de Gui: a ciência.

“Incentivei meu filho pra ele mudar o foco. Quando eu percebi que ele fez o canal, ele perguntou se eu ia me inscrever. Eu fui ver o vídeo e achei muito legal”

Da sala de casa, com a ajuda de Duda, Guilhermo usa o livro didático da escola para se inspirar no que vai dizer nos vídeos. Ele mesmo edita e pulica as produções usando um aplicativo de celular. Entre os temas abordados por ele estão sistema nervoso, bactérias, drogas e hormônios.

Parte dos amigos de Guilhermo está no Clube dos Desbravadores, um grupo de jovens aventureiros em que ele participa. Duda aproveitou o grupo para conseguir os primeiros inscritos no canal do adolescente.

“Tive a ideia de pedir pros jovens amiguinhos dele se inscreverem por que eu sabia que isso ia melhorar muito a autoestima dele porque ele sonha em ser um youtuber famoso. Quando eu olhei, tinha 20 inscritos. Eu esperei ele chegar da escola e gravei a reação dele e o vídeo acabou viralizando”, relata.

Vaquinha virtual para tratamento

Com medo da saúde do filho piorar durante a espera pelos exames na rede pública, Duda teve a ideia de criar uma “vaquinha” na internet para bancar os exames que faltam para fechar o diagnóstico que está entre fibrose cística e atrofia espinhal, que não têm cura, mas têm tratamento.

“O [primeiro] exame provou que o Guilhermo está com uma doença que está degenerando os músculos dele. E o coração é um músculo. Minha angústia é o tempo. A gente sabe que as coisas pelo SUS demoram muito e o caso do meu filho precisa urgentemente fazer esses exames e com o resultado eu vou conseguir o tratamento mais rápido. Cada dia que passa eu observo que o Guilhermo fica mais fraco”.

O hematologista pediu exames que custariam cerca de R$ 4 mil. Descobriu que não se tratava de leucemia, mas de uma doença degenerativa grave. Para a conclusão do laudo, são necessários mais dois exames que não são realizados em Rondônia.

Até esta terça-feira (26), a vaquinha já havia recebido R$ 2,3 mil em doações. Na página também está disponível uma conta bancária para doações.

Fonte: G1.Globo

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